O que é ESG e qual a sua importância? Entenda aqui

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Se você é alguém que se mantém informado sobre as tendências do mundo corporativo, então, já sabe ou almeja entender o que é ESG. Afinal, por que está todo mundo falando sobre isso, o que ditou essa tendência e qual é a sua relevância para minha empresa?

Esse conceito está transformando a forma que gestores, empreendedores e investidores observam as empresas e tomam suas decisões, fazendo com que seja fundamental entender sobre o ESG mesmo que você decida não aplicá-lo.

Durante a leitura deste conteúdo, você saberá o que significa essa sigla, de onde ela surgiu, por que está em alta, quais são os ganhos às empresas e outros tópicos sobre o tema.

O que é ESG?

As três letras de ESG significam Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português) e a sigla é usada para demonstrar quanto uma organização está comprometida em ter uma operação mais sustentável nesses três fatores.

Cada letra abrange um amplo rol de preocupações globais. A parte ambiental, por exemplo, trata do desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente, envolvendo temas como:

  • desmatamento;
  • resíduos sólidos;
  • mudança climática;
  • emissão de carbono;
  • eficiência energética;
  • poluição de ar e água;
  • conservação da biodiversidade;
  • escassez de água (principalmente da potável).

O social trata da relação da empresa com as pessoas que a envolvem, como seus funcionários, clientes ou comunidades, por exemplo:

  • respeito aos direitos humanos e trabalhistas;
  • privacidade e proteção de dados sensíveis;
  • diversidade étnico-racial da equipe;
  • engajamento com colaboradores.

Por fim, os temas de governança envolvem a administração da companhia, como:

  • combate à corrupção;
  • ética e moral corporativa;
  • remuneração dos executivos;
  • criação de canal de denúncias;
  • composição do conselho administrativo;
  • relação com governos, políticos e entidades governamentais.

Origem da sigla

ESG apareceu pela primeira vez no relatório “Who Cares Wins (quem se importa ganha, em português), da The Global Compact em 2005. Para elaborar esse relatório, a ONU reuniu 20 instituições financeiras (incluindo brasileiras) para desenvolver recomendações sobre como incluir questões de ESG em serviços de corretagem, na gestão de ativos e pesquisas relacionadas.

O relatório concluiu que a incorporação de causas ESG no mercado financeiro incentiva que as organizações se tornem mais sustentáveis e contribuam para um melhor desenvolvimento da sociedade.

Implicação de transparência

Empresas que desejam fazer parte de fundos ou grupos ESG devem prezar pela transparência ao informar sobre as medidas socioambientais e governamentais aplicadas.

Por exemplo, a adesão de companhias ao índice carbono eficiente (ICO2) na B3 mostra o comprometimento com a redução de emissão de gás carbono, porém, suas informações sobre a difusão de CO2 sejam completamente transparentes.

A transparência está se tornando cada vez mais relevante com o transcorrer do tempo, já que a CVM dos EUA poderá exigir que fundos de sustentabilidade comprovem que são compostos de empresas que tomem medidas ESG.

Alta nos investimentos

Uma grande parte das empresas e fundos ao redor do mundo estão investindo no ESG ou utilizando seus critérios para tomar decisões. No que diz respeito ao mercado global, os dados da Global Sustainable Investment Alliance de 2018 mostraram que 36% dos ativos totais estão em investimentos ESG.

Informações sobre o assunto no Brasil podem ser encontradas na 2ª Pesquisa de Sustentabilidade da Anbima, afirmando que 85,4% dos gestores de investimentos usam critérios ESG na tomada de suas decisões.

Por que o ESG está em alta nos investimentos?

Gestores se depararam com a oportunidade de se adequar às práticas ESG e buscar uma sustentabilidade a longo prazo, transformando o mundo em um lugar melhor para as próximas gerações. Isso acontece pelo fato de que haverá maior preservação da natureza, melhores relações interpessoais e uma forma mais saudável de gerar negócios com adoção plena do ESG no presente.

No entanto, diferentes estudos demonstram que as organizações que investem no ESG também aproveitam de diferentes ganhos no presente que contribuem para potencialização de sua competitividade no mercado.

Um desses estudos é o Itaú Asset Management que trata da integração de questões ESG na avaliação de empresas. Seus resultados mostram que empresas que consideram questões sociais e ambientais impactam positivamente o desempenho financeiro das empresas na B3, melhoram o monitoramento de práticas trabalhistas, antecipam mudanças nos níveis de produtividade e minimizam problemas legais.

O desempenho superior na bolsa decorre da redução de riscos e geração de valor à marca a longo prazo, já que o ESG é uma tendência que se tornará padrão no futuro — em razão da ampla expansão de sua adoção.

Outros dados evidenciam que as novas gerações de consumidores e trabalhadores se preocupam com a responsabilidade e impacto social de forma geral.

Uma pesquisa da Cone Communications de 2016 mostrou que 64% dos millennials (nascidos entre 1985 e final dos anos 90) analisam o comprometimento social e ambiental da empresa antes de decidir trabalhar nela. Cerca de 83% dos mesmos respondentes são mais leais às companhias que contribuem com causas ESG, o que significa que você conseguirá atrair os melhores colaboradores ao investir nessas práticas.

No que diz respeito aos consumidores, uma pesquisa da Nielsen de 2018 demonstrou que 85% dos millennials acreditam ser excepcionalmente ou muito importante que as empresas implementem programas que melhorem o ambiente. Isso significa que haverá uma melhor percepção de sua marca pelo público quando você realiza (e divulga) práticas ESG.

O que muda em relação às ações de sustentabilidade já existentes?

Organizações que já realizam medidas sustentáveis não precisam deixar de efetuar essas ações e têm uma vantagem competitiva em relação às demais empresas. Elas podem divulgar essas informações no seu relatório anual de sustentabilidade ou integrado, aproveitando dos benefícios do ESG mais facilmente.

A forma adequada de divulgar o ESG foi apresentada no documento denominado Princípios para o Investimento Responsável (PRI), publicado pela ONU em 2006. Porém, a empresa deve receber o suporte de serviços profissionais (outsourcing) que incluam contabilidade e que tenham expertise em auxiliar as marcas em questões relacionadas à ESG e na publicação das informações.

Depois de entender o que é ESG e por que esse conceito está em alta, percebe-se que se trata de um investimento que beneficia tanto a empresa quanto a sociedade de forma geral. Contudo, nem toda medida sustentável será considerada como ESG, por isso, solicite apoio de contadores especializados.

Entre já em contato com a IRKO para saber como poderemos auxiliá-lo em questões ESG e na sua divulgação!

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