IAS 36 / CPC 01 – Como fazer o teste de impairment – Video 3 da série

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Uma vez definido que o teste de impairment será feito para um único ativo ou um determinado grupo de ativos, precisamos então entender como esse teste deve ser feito. Lembrando apenas que não há obrigatoriedade de fazer teste de impairment para todo e qualquer ativo não financeiro. Exceto para os casos de ágio por expectativa de rentabilidade futura e os intangíveis de vida útil indefinida, o teste será efetuado somente quando houver indicação de possível desvalorização. Se quer entender mais sobre essa minha afirmação, sugiro que assista nossos 2 primeiros vídeos da série.

Mas por onde começamos? Primeiro, precisamos ter claro qual é o ativo ou grupo de ativos ao qual estaremos fazendo o teste. Uma empresa pode testar um ativo individualmente ou então a unidade geradora de caixa ao qual esse ativo pertence. Definir se estamos testando um ativo individual ou um grupo de ativos representado por uma unidade geradora de caixa é importante porque precisaremos saber qual o valor contábil que está sendo testado. Em outras palavras, saber se o ativo será testado individualmente ou agrupado com outros ativos permitirá definir o custo contábil do ativo que estará sujeito ao teste.

Uma vez que já sabemos o valor contábil que estará sendo testado, para proceder o teste de impairment, precisamos então definir o valor recuperável dos ativos para então compara-lo com o seu valor contábil. Segundo a norma, o ativo está desvalorizado quando seu valor contábil excede seu valor recuperável.

A norma define valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso. Então Edson, para saber o valor recuperável de um ativo eu preciso saber qual é o valor justo líquido de despesas de venda e também o valor em uso? Preciso calcular os 2 valores? Um desses 2 valores você precisará saber pois o maior deles é o que será comparado com o valor contábil, mas não necessariamente será preciso calcular os 2 valores. Se ao calcular um desses valores você verificar que ele já excede o valor contábil do ativo, não será necessário estimar o outro valor.

O teste de impairment pode ser efetuado para um ativo individual ou uma unidade geradora de caixa.  Se não for possível estimar o valor recuperável para o ativo individual, a empresa deve determinar o valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence, ou seja, a unidade geradora de caixa daquele ativo. O valor recuperável de um ativo individual não pode ser determinado se:

(a) o valor em uso do ativo não puder ser estimado como sendo próximo de seu valor justo líquido de despesas de venda (por exemplo, quando os fluxos de caixa futuros advindos do uso contínuo do ativo não puderem ser estimados como sendo insignificantes); e

(b) o ativo não gerar entradas de caixa que são em grande parte independentes daquelas provenientes de outros ativos.

Nesses casos, o valor em uso e, portanto, o valor recuperável, somente podem ser determinados para a unidade geradora de caixa do ativo.

Mas Edson, como definir a unidade geradora de caixa do ativo? Como calcular o valor justo líquido de despesas de venda ou o valor em uso de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa?

Em nossos próximos vídeos vamos abordar esses temas. Fique ligado.

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