IFRS 18: o que muda na apresentação das demonstrações financeiras e por que CFOs devem se preparar

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A IFRS 18 representa uma das mudanças mais relevantes dos últimos anos na forma como empresas apresentam e divulgam suas demonstrações financeiras. No Brasil, a norma está refletida no CPC 51 e na NBC TG 51, reforçando a necessidade de preparação das companhias que reportam de acordo com as práticas contábeis brasileiras convergentes às normas internacionais.

Embora sua aplicação obrigatória esteja prevista para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, o tema já deveria estar na agenda de CFOs, controllers, conselhos, auditorias e lideranças financeiras desde 2025. Quando uma norma altera a forma de apresentação do desempenho da empresa, o impacto não fica restrito ao ano de início da vigência. Ele alcança também as informações comparativas, os processos de fechamento, os sistemas, os indicadores e a forma como a companhia comunica seus resultados.

Na prática, a IFRS 18 exige que as empresas revisem como classificam, organizam, explicam e comunicam suas informações financeiras. Mesmo que a norma não mude diretamente o reconhecimento ou a mensuração dos itens contábeis, ela pode alterar significativamente a leitura do desempenho da companhia por investidores, credores, conselhos, analistas e demais usuários das demonstrações financeiras.

A nova norma substitui a IAS 1 — Presentation of Financial Statements e tem como objetivo melhorar a comunicação das informações financeiras, principalmente na demonstração do resultado. Entre os principais pontos, o IASB, órgão responsável pela emissão das normas internacionais de contabilidade, destaca a exigência de novos subtotais definidos, como lucro operacional e lucro antes de financiamento e imposto de renda, além de novas divulgações sobre medidas de desempenho definidas pela administração.

Por isso, a pergunta mais importante não se limita ao que muda tecnicamente. A questão central para as lideranças financeiras é: a empresa já tem dados, processos, sistemas, governança e clareza interna suficientes para atravessar essa mudança com segurança?

O que é a IFRS 18?

A IFRS 18 — Presentation and Disclosure in Financial Statements é a nova norma internacional de apresentação e divulgação das demonstrações financeiras. Ela foi emitida pelo IASB como resultado do projeto de demonstrações financeiras primárias e substitui a IAS 1, buscando melhorar a forma como as empresas comunicam seu desempenho financeiro.

No Brasil, a convergência da IFRS 18 ocorre por meio do CPC 51 — Apresentação e Divulgação nas Demonstrações Contábeis, com correspondência também na NBC TG 51.

De forma objetiva, a IFRS 18 estabelece novos requisitos para apresentação e divulgação, com foco especial na demonstração do resultado. A norma busca aumentar a comparabilidade entre empresas, melhorar a transparência sobre medidas de desempenho e tornar a comunicação financeira mais útil para usuários das demonstrações.

Além disso, a IFRS 18 introduz uma estrutura mais clara para a demonstração do resultado, exigindo que receitas e despesas sejam classificadas em categorias definidas, como operacional, investimento e financiamento. Com isso, investidores e demais usuários passam a ter uma base mais consistente para comparar o desempenho entre companhias e setores.

A IFRS 18 também pode exigir revisão de políticas internas, treinamento de equipes, sistemas, critérios de classificação, relatórios gerenciais, indicadores, materiais de comunicação com investidores e processos de fechamento.

Por que a IFRS 18 merece atenção agora?

A primeira reação de muitas empresas pode ser adiar o tema. Afinal, 2027 ainda pode parecer distante. Essa leitura, porém, aumenta o risco de uma implementação pressionada por prazo.

A IFRS 18 é efetiva para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com aplicação antecipada permitida. A transição tende a envolver informações comparativas, revisão de estruturas, ajustes no plano de contas e alinhamento entre áreas.

Empresas que deixam a preparação para perto da obrigatoriedade podem enfrentar pressão operacional, retrabalho, inconsistências e dificuldades de governança. Esse risco é ainda maior em organizações com estruturas societárias complexas, múltiplas unidades de negócio, relatórios gerenciais robustos, comunicação com investidores, operações internacionais, alto volume de informações contábeis e financeiras, combinações de negócios, reestruturações societárias recentes ou alto volume de transações com derivativos.

A preparação para a IFRS 18 também envolve temas que vão além da área contábil. Ela passa por controladoria, finanças, planejamento financeiro, tecnologia, sistemas, auditoria interna e externa, relações com investidores, governança corporativa e áreas responsáveis por performance e gestão.

Alguns pontos merecem atenção especial, como índices de covenants que envolvem informações de resultado, bases utilizadas para avaliação de cumprimento de metas e participação nos lucros, além de indicadores usados em comunicações internas e externas.

Dessa forma, a adoção da IFRS 18 deve ser tratada como um projeto de preparação organizacional, e não apenas como uma atualização normativa.

Principais mudanças trazidas pela IFRS 18

A IFRS 18 possui vários aspectos relevantes. Para fins de gestão, alguns pontos merecem atenção especial.

1. Novos subtotais definidos na demonstração do resultado

Um dos principais objetivos da IFRS 18 é melhorar a estrutura da demonstração do resultado. Para isso, a norma exige que as empresas apresentem dois novos subtotais definidos: lucro operacional e lucro antes de financiamento e imposto de renda.

Essa mudança é relevante porque cria pontos de referência mais consistentes para análise de desempenho. Hoje, empresas podem apresentar informações de forma distinta, o que dificulta comparações. Com a nova estrutura, o usuário da demonstração financeira terá uma base mais padronizada para avaliar o resultado.

Essa padronização pode exigir que as empresas revisem a forma como classificam receitas, despesas, resultados financeiros, itens operacionais, investimentos e efeitos de financiamento. Também pode ser necessário reavaliar relatórios internos para garantir alinhamento entre a visão gerencial e a apresentação externa.

O desafio, portanto, não está apenas em inserir novos subtotais. Está em garantir que a base que sustenta esses subtotais seja consistente, auditável, compreensível e em conformidade com os critérios de agregação e desagregação previstos na norma.

2. Definição da forma de apresentação das despesas operacionais

Atualmente, no Brasil, as companhias normalmente apresentam a demonstração do resultado por função, complementada pela divulgação das despesas por natureza em nota explicativa, conforme requerido pelo CPC 26.

Com a IFRS 18, a administração deverá avaliar qual forma de apresentação das despesas operacionais — por função ou por natureza — fornece informações mais úteis aos usuários das demonstrações financeiras.

Essa avaliação poderá exigir revisão da estrutura atual da demonstração do resultado, das notas explicativas e do plano de contas utilizado pela companhia. Também pode demandar maior detalhamento das contas analíticas, revisão de critérios internos e ajustes em sistemas que alimentam os relatórios contábeis e gerenciais.

3. Classificação de receitas e despesas em categorias

A IFRS 18 também introduz categorias para receitas e despesas na demonstração do resultado, incluindo categorias como operacional, investimento e financiamento. A intenção é melhorar a estrutura da informação e facilitar a comparação entre empresas.

Na prática, essa mudança pode exigir discussões internas importantes. A classificação de determinados itens pode variar conforme o modelo de negócio, a natureza das atividades e a forma como a empresa gera valor.

Por isso, CFOs e controllers precisarão avaliar, com antecedência, se a empresa possui critérios claros para classificar receitas e despesas. Também será necessário verificar se os sistemas conseguem capturar as informações de forma adequada e se os processos de fechamento estão preparados para sustentar as novas exigências.

Essa classificação precisa ser compreendida não apenas pela área contábil, mas também pelas lideranças que usam esses dados para analisar desempenho, margem, resultado operacional e capacidade de geração de caixa.

4. Divulgação de medidas de desempenho definidas pela administração

Outro ponto relevante da IFRS 18 é a exigência de divulgação das chamadas Management-defined Performance Measures, ou medidas de desempenho definidas pela administração.

Essas medidas correspondem a subtotais de receitas e despesas não especificados pelas normas IFRS, mas usados em comunicações públicas para transmitir a visão da administração sobre determinado aspecto do desempenho financeiro da companhia.

Esse ponto pode gerar impactos importantes.

Muitas empresas utilizam indicadores próprios em apresentações, releases, relatórios gerenciais, materiais para investidores, reuniões de conselho e comunicações externas. Com a IFRS 18, parte dessas medidas pode demandar inclusão em notas explicativas, com divulgação da natureza, dos critérios de cálculo, das explicações necessárias e das reconciliações com as informações contábeis.

Consequentemente, será necessário identificar todos os indicadores usados publicamente, avaliar se eles se enquadram na definição de MPM prevista na norma, confirmar se possuem cálculo documentado, verificar se a base é consistente e preparar reconciliações com as demonstrações financeiras.

Essa mudança aproxima ainda mais a comunicação gerencial da governança contábil. Empresas que utilizam muitos indicadores alternativos, subtotais próprios ou métricas ajustadas precisarão ter atenção redobrada.

5. Maior foco em agregação e desagregação das informações

A IFRS 18 também reforça princípios relacionados à agregação e desagregação das informações. Em outras palavras, a norma busca melhorar o nível de detalhe e organização das informações apresentadas, evitando tanto o excesso de agregação quanto a desagregação sem utilidade.

Esse ponto é especialmente importante porque demonstrações financeiras devem comunicar informações úteis.

As empresas precisarão avaliar se suas demonstrações financeiras apresentam informações em nível adequado de detalhe, se determinados agrupamentos dificultam a compreensão e se algumas linhas precisam ser melhor explicadas.

Essa revisão pode impactar notas explicativas, relatórios internos, sistemas de contas contábeis, plano de contas, centros de custo, classificações e processos de consolidação.

6. Maior comparabilidade entre empresas

A IFRS 18 busca melhorar a comparabilidade do desempenho financeiro entre empresas. Isso é especialmente relevante para investidores, credores, analistas, conselhos e demais usuários que precisam avaliar resultados com base em critérios mais consistentes.

Maior comparabilidade também significa maior exposição. Empresas que possuem estruturas de reporte pouco claras, indicadores mal documentados ou processos inconsistentes podem enfrentar mais questionamentos.

Organizações que se antecipam podem transformar a adoção da IFRS 18 em uma oportunidade para fortalecer a qualidade da informação financeira, aprimorar a governança e aumentar a confiança dos usuários das demonstrações financeiras.

O que muda para CFOs e lideranças financeiras?

A IFRS 18 é uma pauta de liderança financeira.

Isso acontece porque a norma afeta a forma como o desempenho é comunicado. Quando a comunicação do desempenho muda, a liderança precisa entender como essa mudança pode impactar análise interna, percepção externa, comparabilidade, indicadores e tomada de decisão.

1. O CFO precisará liderar uma preparação transversal

A preparação para a IFRS 18 deve envolver múltiplas áreas. Além da contabilidade, é provável que participem controladoria, planejamento financeiro, tesouraria, tecnologia, auditoria interna, auditoria externa, jurídico, relações com investidores e governança.

Por isso, o CFO deve atuar como articulador da preparação. A implementação exige uma visão integrada: quais informações serão impactadas, quais sistemas precisam ser ajustados, quais indicadores precisam ser revisados, quais processos devem ser documentados e quais stakeholders precisam ser envolvidos.

2. Indicadores internos e externos precisarão conversar melhor

A IFRS 18 pode exigir mais clareza sobre medidas de desempenho utilizadas pela administração. Portanto, as empresas devem revisar se os indicadores usados internamente estão alinhados com a forma como o desempenho é comunicado externamente.

Indicadores gerenciais continuam sendo essenciais para a gestão. O ponto de atenção está na definição, na consistência da base, na documentação adequada e na possibilidade de reconciliação com as informações contábeis quando forem usados em comunicações públicas.

Sem esse cuidado, indicadores podem gerar ruído, questionamentos ou inconsistências.

3. O processo de fechamento pode precisar de ajustes

A apresentação da demonstração do resultado depende de processos anteriores. Se a base de dados, o plano de contas, as classificações e as rotinas de fechamento não estiverem preparados, a implementação da IFRS 18 pode se tornar mais difícil.

Empresas que operam com muitos ajustes manuais, planilhas paralelas ou baixa integração entre sistemas podem enfrentar maior risco de erro e retrabalho.

A preparação deve incluir uma revisão prática do processo de fechamento. Algumas perguntas ajudam a direcionar esse diagnóstico:

Quais dados alimentam os relatórios?
Onde surgem ajustes manuais?
Quais classificações precisam ser revistas?
Quais etapas dependem de julgamento?
Onde há risco de inconsistência?

Essas perguntas são essenciais para evitar que a IFRS 18 seja tratada apenas no nível do relatório final.

4. A governança da informação financeira ganha mais importância

A IFRS 18 reforça uma tendência maior: a informação financeira precisa ser clara, comparável e confiável.

A governança da informação passa a envolver papéis, responsabilidades, critérios, controles, trilhas de auditoria, documentação e consistência entre comunicação interna e externa.

Empresas mais maduras tendem a tratar a IFRS 18 como oportunidade para fortalecer a governança financeira. Em vez de apenas adaptar a demonstração, elas revisam processos, indicadores, sistemas e fluxos de informação.

Por que esperar 2027 pode ser tarde?

Embora a vigência obrigatória esteja prevista para 2027, a preparação precisa começar antes. A adoção exige informações comparativas, ajustes retrospectivos, revisão de processos e alinhamento com auditoria e governança.

A implementação também pode demandar mudanças em sistemas, relatórios, plano de contas, políticas contábeis, documentação de indicadores e processos de fechamento.

Empresas que esperarem a obrigação chegar podem acabar tratando a norma em modo de urgência. E urgência, nesse tipo de projeto, costuma aumentar risco, custo e retrabalho.

Empresas que começam antes conseguem conduzir uma transição mais estruturada. Elas podem mapear impactos, testar classificações, revisar indicadores, envolver auditoria, treinar equipes e preparar a comunicação com stakeholders.

Como as empresas devem se preparar para a IFRS 18?

A preparação para a IFRS 18 deve ser conduzida de forma organizada. A seguir, alguns passos práticos para CFOs, controllers e lideranças financeiras.

1. Fazer um diagnóstico inicial de impactos

O primeiro passo é definir a forma como as despesas operacionais serão apresentadas. Em seguida, a empresa deve avaliar integralmente o plano de contas para identificar contas contábeis que agregam transações que deveriam estar segregadas em contas distintas. Por fim, deve mapear quais linhas das demonstrações financeiras, notas explicativas, indicadores, processos e comunicações podem ser impactados pela IFRS 18.

Esse diagnóstico deve responder perguntas como:

  • Quais subtotais a empresa apresenta hoje?
  • Quais indicadores são usados em comunicações públicas?
  • Quais métricas são definidas pela administração?
  • Como as receitas e despesas estão classificadas?
  • Quais contas analíticas precisam ser abertas?
  • Quais áreas produzem as informações?
  • Quais sistemas alimentam os relatórios?
  • Os sistemas geram informações detalhadas o suficiente?
  • Há dependência relevante de ajustes manuais?
  • Quais notas explicativas podem ser impactadas?
  • Quais comparativos precisarão ser preparados?

Esse diagnóstico cria uma visão clara do esforço necessário.

2. Revisar o plano de contas e as classificações internas

A estrutura da demonstração do resultado depende da qualidade da base contábil. Portanto, empresas devem revisar se o plano de contas e as classificações atuais sustentam adequadamente as categorias exigidas pela IFRS 18.

Também é importante verificar se a empresa consegue separar informações operacionais, de investimento e de financiamento com consistência. Quando essa classificação depende de julgamentos, os critérios devem ser documentados.

3. Mapear medidas de desempenho usadas pela administração

Empresas que usam indicadores próprios devem mapear quais medidas podem se enquadrar como medidas de desempenho definidas pela administração.

Esse mapeamento deve considerar apresentações institucionais, releases, relatórios para investidores, materiais públicos, comunicações com mercado, relatórios anuais e outros documentos externos.

Depois disso, será necessário avaliar se essas medidas têm definição clara, cálculo documentado, base reconciliável e governança adequada.

4. Avaliar impactos nos sistemas e no processo de fechamento

A IFRS 18 pode exigir ajustes em sistemas contábeis, ERPs, relatórios gerenciais e ferramentas de consolidação. Portanto, tecnologia e processos precisam entrar cedo na discussão.

Não basta verificar se o time contábil entende a norma. É preciso avaliar se os sistemas conseguem gerar a informação da forma necessária.

O processo de fechamento também deve ser revisado para reduzir dependências manuais e aumentar a rastreabilidade dos dados.

5. Envolver auditorias e governança desde o início

A preparação para a IFRS 18 deve envolver auditoria interna, auditoria externa, comitês e governança corporativa. Isso ajuda a reduzir divergências posteriores, validar interpretações e fortalecer a documentação.

Conselhos e comitês de auditoria também precisam entender os impactos da norma, principalmente quando houver mudanças na forma de apresentação do desempenho.

6. Treinar equipes e alinhar lideranças

A IFRS 18 não deve ser compreendida apenas por especialistas técnicos. As áreas que usam informações financeiras para decisão também precisam entender os impactos.

Treinamentos e workshops podem ser úteis para alinhar contabilidade, controladoria, finanças, planejamento, auditoria, jurídico e liderança executiva.

Esse alinhamento reduz ruídos e melhora a capacidade de resposta da empresa durante a transição.

7. Planejar a comunicação com stakeholders

Empresas que se comunicam com investidores, credores, conselhos ou demais stakeholders precisam preparar sua narrativa.

A mudança na apresentação pode alterar a forma como resultados são percebidos. Por isso, é importante explicar o que mudou, por que mudou e como interpretar os novos subtotais e divulgações.

Essa comunicação deve ser clara, consistente e alinhada à governança da informação financeira.

Checklist para CFOs: como iniciar a preparação para a IFRS 18

Para facilitar a organização inicial, CFOs e controllers podem começar com este checklist:

1 – mapear alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas impactadas;
2 – revisar a estrutura atual da demonstração do resultado;
3 – definir a forma de apresentação das despesas operacionais;
4 – identificar subtotais atualmente utilizados;
5 – mapear medidas de desempenho definidas pela administração;
6 – revisar comunicações públicas que utilizam indicadores financeiros;
7 – avaliar plano de contas e classificações internas;
8 – identificar contas analíticas que precisam ser abertas;
9 – verificar impactos em sistemas e relatórios internos e externos;
10 – avaliar se os sistemas geram informações detalhadas o suficiente;
11 – revisar processos de fechamento;
12 – envolver auditoria interna e externa;
13 – documentar critérios de classificação;
14 – preparar informações comparativas;
15 – treinar equipes;
16 – alinhar conselhos e comitês;
17 – planejar comunicação com stakeholders;
18 – definir cronograma de implementação.

Esse checklist não substitui uma análise técnica detalhada. No entanto, ele ajuda a empresa a sair da inércia e iniciar a preparação com mais clareza.

IFRS 18 é uma pauta técnica, mas também é uma pauta de gestão

A principal armadilha é tratar a IFRS 18 como uma mera reclassificação de contas.

A norma possui aspectos técnicos relevantes, mas sua implementação exige visão de gestão. A forma como a empresa apresenta seu desempenho influencia decisões, análises, comparações e percepções externas.

Além disso, a IFRS 18 pode revelar fragilidades internas que já existiam: indicadores pouco documentados, excesso de ajustes manuais, baixa integração entre sistemas, processos de fechamento dependentes de pessoas específicas ou falta de governança sobre medidas usadas pela administração.

Empresas que se antecipam podem usar a norma como oportunidade para melhorar sua estrutura interna. Em vez de apenas cumprir uma exigência, podem fortalecer a qualidade do reporte financeiro e a confiança nas informações.

Como a IRKO pode apoiar sua empresa

A adoção da IFRS 18 exige leitura técnica, visão prática e capacidade de conectar normas, processos, sistemas, indicadores e governança.

Nesse contexto, a IRKO pode apoiar empresas em diferentes frentes, como:

  • diagnóstico de impactos da IFRS 18;
  • revisão da apresentação das demonstrações financeiras;
  • avaliação de subtotais e classificações;
  • análise da apresentação das despesas operacionais por função ou por natureza;
  • revisão do plano de contas;
  • mapeamento de medidas de desempenho definidas pela administração;
  • apoio na documentação de critérios e políticas;
  • avaliação de impactos em sistemas e relatórios;
  • revisão de processos de fechamento;
  • orientação para áreas contábeis, financeiras e de controladoria;
  • preparação de informações comparativas;
  • treinamento de equipes;
  • apoio à governança da informação financeira.

Mais do que adaptar a apresentação das demonstrações, o objetivo é ajudar empresas a se prepararem com segurança, clareza e consistência.

Conclusão

A IFRS 18 muda a forma como as empresas apresentam e divulgam informações financeiras. Sua adoção deve ser tratada como uma pauta relevante para CFOs, controllers e lideranças financeiras.

O momento de iniciar a preparação é agora.

A norma exige conhecimento técnico, dados confiáveis, processos estruturados, indicadores bem documentados, sistemas preparados, governança e comunicação clara.

Empresas que se antecipam tendem a reduzir riscos, evitar retrabalho e fortalecer a qualidade da informação financeira. Empresas que esperam a obrigação chegar podem enfrentar pressão operacional justamente em um tema que exige consistência e credibilidade.

A IFRS 18, portanto, deve ser vista como uma oportunidade para aprimorar reporte, governança e tomada de decisão.

Sua empresa já avaliou os impactos da IFRS 18 nas demonstrações financeiras, nos indicadores internos e nos processos de fechamento?

Fale com os especialistas da IRKO e entenda como preparar sua organização para essa mudança com mais segurança.

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